domingo, outubro 15, 2006

ÍNDIOS ELETRÔNICOS


Somos tentáculos absolutamente viscerais.
Somos trombas d´água absolutamente viscerais.
Somos sanguessugas absolutamente viscerais.
Somos espelhos absolutamente viscerais.
Contemplamos as meditações viscerais de Coltrane;
Contemplamos a visceralidade da elegância de Hazlewood;
Contemplamos as lições de mestre Lee Ranaldo; Contemplamos Gengivas Negras.
Somos discípulos do abstrativo com realidade.
Somos caçadores do transe aurífero azulado.
Somos pregadores do desapego elegante.
Somos o produto da fusão entre famílias Hillani Pierin Wollmann; Somos ruído/mm; Somos oaeoz; Somos alphapsicotics; Somos Molas propulsoras; Somos Homobulla;
Somos índios.

Iniciamos a busca do ouro azul no início do segundo milênio, mais precisamente 2005 na cidade natal Curitiba. Buscamos peças chaves.
Agradecemos aos mercadores: Páscoa, Horacio T. De Bonnis, Ivan Santos, Diego Singh, Juliano Volpato, Marcelo Torrone, Liblik, Saimonn, Fabiano Faccioni.

Índios eletrônicos é um ritual indígena hi-tec, um cerimonial temperado a base de amplificadores, delays, echos, samplers e guitarras que fundidos densamente estão em busca do nó.
Os rituais são de cunho hindu de R$1,99, trivédico de R$1,99, cigano de R$1,99 e químico adocicado 25 (C20H25N30).
Um pouco de literatura...huxley, castaneda, kerouac, kardec, jack london, yogananda, thompson, bagavagita, outros...na base das câmeras...chapaquá...traços sobre telas... Ernest Fuchs. Multiplicai-vos com auto conhecimento.
Quit smoking.
Enfim, anel no bolso.
Pés no chão, olhos no horizonte, mente nas estrelas.
Olhos secos pros antigos fantasmas.
Nossa doutrina é empírica.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

viva ramiro e joão xxiii...grande inspiração. salve mayroca!

2:23 PM  

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