sexta-feira, outubro 20, 2006

Sarah


Olhando na foto, será que você consegue dizer de que lugar é? Se é do Rio, de SP, de Salvador, Pernambuco?... ou se é da Jamaica, ou de qualquer outro pais da África? Difícil não é?! Muitas vezes eu penso no porque da música americana ser tão ruim hoje, o rap estilo “bling bling” [essa era nova para mim até poucos dias], com alguns caras criados no gueto fazendo música que vale no máximo 50 centavos, e se bobear ainda tem que voltar o troco de tão ruim, desfilando de Mercedes e Ferraris nos clips, só curtindo em boates de boy com varias vadias, bom, nada contra ou a favor das vadias, que elas um dia pensem em mudar de vida, senão vão pro fogo mesmo, e nada contra o dinheiro, quando nascemos ele já tinha sido inventado e implantado há tempos, eu sou contra essa ostentação idiota de grana, que na verdade frustra muito quem está no gueto, algumas vezes leva a um pensamento de “porque esse cara tem, e eu não?!”... Bob disse uma frase muito real: “enquanto a filosofia de uma pessoa ser superior a outra não for dizimada, haverá a guera.” Onde eu quero chegar é, será que ainda tem músicos que fazem uma música de protesto hoje em dia?.. eu ainda tenho meus plays das antigas guardados, alguns novos, mas .... ainda prefiro algumas coisas das antigas, que eu já postei aqui, Poor Righteous Teachers, com um discurso político e extremo, gosto de Sizzla, mas não tudo, às vezes ele fala umas paradas, que eu penso que nem ele mesmo vive o que ele fala, Capleton eu já gosto mais, praticamente todas as letras, um pouco mais centrado, Anthony B é o melhor dessa trindade, letras inteligentes, equilibradas, sabe a hora de falar de festa, a hora de tacar o fogo mesmo, música de gente grande, mas nenhum desses é um africano de verdade, nascido na África. Um dos primeiros discos de reggae que eu comprei foi de um cara chamado Mutabaruka, dessa geração dos Bobo Shantis, se você ouvir Mutabaruka e prestar atenção, tentar entender as letras, esse é o cara, poeta, músico, depois dele você com certeza, vai chegar a Linton Kwesi Johnson, o “Professor”, que também é um dos melhores poetas do reggae. Agora também tem o 2ban, que gravamos com ele enviando músicas daqui do Brasil pra Londres, o que mais me chamou atenção no 2ban não foi à musicalidade dele, foram as letras, que são históricas, sem mentiras, sem ladainha, “serious music... no jokeh sounds”.... eu particularmente prefiro assim. Se for pra fazer “bling bling” e tocar só pros playbwoys eu prefiro ficar curtindo um som na minha casa, chamar um irmão, mostrar os discos das antigas que não tocamos mais nas festas, contar as histórias dos bailes de quando era moleque, muito mais prazeroso. Espero um dia poder apresentar um disco de dub pra um cara aqui do gueto, da Serra da Cantareira e ele preferir ouvir JAH Shaka do que o 50 Cents...quem sabe um dia não entendam um pouco mais, compreendam um pouco mais, e quem sabe um dia não possamos evoluir um pouco mais rápido também e voltar a ter o controle da música que saiu do gueto, mesmo sendo de Kingston 12, de Londres, de NY, ou da CDD ou do Capão.. gueto é gueto em qualquer lugar, música do gueto, não é música de estante de playbwoy. FALEI!!!!!!!!!

RAS


Aqui você lê uma entrevista com RAS Wellington no Reggaemovimento, falando sobre um monte de coisas: http://www.reggaemovimento.com/identidade.htm


Ras Wellington toca dub ragga e as suas vertentes e escreve sobre a cena dub reggae roots no www.fyadub.com

segunda-feira, outubro 16, 2006

May


Pau que nasce torto, nunca se endireita! Por isso, assim somos até hoje. Há três anos atrás, o Teatro da Pateticidade nasceu em meio a protestos na Universidade São Judas. O primeiro espetáculo “Calmaritá” desafiou as regras acadêmicas assim como as Aristotélicas. Quebrar padrões em busca de uma nova relação com o público sempre permeou nossos trabalhos. Um ano mais tarde “Nem Santo nem Porco” fora veemente censurado pelo corpo docente. É claro que ninguém gosta quando pisamos no seu calo.
Já que a sala fechada está sujeita aos bons modos e à censura do que não se deve falar, em 2004 decidimos invadir as ruas.
O espaço mais democrático de nossa civilização se tornou o palco ideal para os Patéticos. Na rua, democratizamos o acesso à obra, exercemos nosso dever cívico, partilhamos abertamente ideais e convicções, trocamos, doamos e ganhamos. Sem dúvida, o Teatro de Rua é hoje a resistência teatral, frente à cultura massificada do cinema americano e da TV.
A primeira experiência confessadamente desastrosa começa em 2004 com “Um Espetáculo Quase de Verdade”. Se por um lado foi um desastre em termos de comunicabilidade, por outro nos trouxe o primeiro contato com esse novo espaço cênico, com o público transeunte e com as formas de relação que ali se dão. E foi então que em 2005, o Teatro da Pateticidade investiu pesado na pesquisa do Teatro Popular. As formas, as técnicas, os temas e as relações foram minuciosamente escolhidas afim de atingir com a máxima capacidade o espectador da rua. O resultado foi o espetáculo “Pois é...”, que já está a mais de um ano circulando por parques, praças, escolas, universidades e Mostras em São Paulo e outros estados, sempre gratuitamente.




POIS É...
Texto: Teatro da Pateticidade
Direção Geral: Alex Ramos
Direção Musical: Rafael Rip
Elenco: Alex Ramos
Camila Dantas
Philippe Iwantschuk
Rafael Rip

Glaucus Nóia

Adriano

Natureza, Deus e Moda?

Há muito tempo, pelo menos uns 10 anos, (o que na nossa cultura é muito tempo, mas que para o universo não representa nada) que vivo em conflito.
Meus interesses idealistas de uma vida menos corrida, e a ânsia pelo resgate da humanidade da cooperação ao invés da competição, da busca pela paz coletiva e da harmonia entre os seres se dão de frente com a contradição quando eu assumo: amo moda. E cada vez mais o tempo passa rápido, o mundo fashion corre solto, e cada vez mais essa minha situação se aprofunda. Quanto mais pesquiso o mundo absurdo da moda, que é também o mais puro capitalismo, consumismo e materialismo cruel, mais fico fascinada pela sua capacidade de também ser bela e transformadora da alma da realidade. Tal como a Natureza.
E aí que me afeta: o que pode ser belo também pode fazer o mundo mais belo. E o que pode ser transformador tem a obrigação de transformar. Aqui no meus sonhos, gostaria de dar uma injeção de lembrança que devemos buscar a consciência e beleza no mundo, como um agradecimento a Deus, fincadas na harmonia, na igualdade, no respeito e na cooperação. Será que isso é possível através da moda? Talvez sim. Talvez não. Mas conhecer a face da “besta”, ou melhor, entender o funcionamento do capitalismo, da babylon-business, nos traz a urgência da responsabilidade de se aplicar imediatamente Deus, a Natureza, a beleza e a harmonia, aí, nas roupas.
Parece claro que a moda não deixa de ser arte. Mas a indústria do vestuário é a segunda maior empregadora do nosso país e é o setor no mundo que a idéia de linha de produção fordista mais deu certo.
Deu certo quer dizer, capitalistamente: mais dinheiro e menos tempo. Mas e o trabalho semi-escravo das grandes marcas?
Onde fica? É belo?
Agora, o que quero dizer é que não podemos esquecer que quem faz a mídia são os informantes, e que a qualidade vem de quem a busca. As roupas podem exercer sua função de protetoras do corpo e podem ser artigos de luxo, mas identificam-nos como seres humanos, e elas talvez possam sim carregar mensagens conscientes e cheias de solidariedade.
Não é a lógica insana do capitalismo que quero quebrar, mas desenvolver peças que diminuam a desigualdade, ah, isso eu quero fazer.
Não é contra essa ideologia maquiavélica e sinistra que quero lutar, mas a favor de uma produção de estilo e moda mais sossegada, voltada pros seres humanos, lembrando a eles do seu verdadeiro lar, a Natureza, sem tanto desperdício e estimulando o amor. Será possível fazer isso? Ainda não sei...
Será possível dar uma injeção de consciência na moda? Poderia ser tão poderoso e legal...

texto por Marietta

www.fotolog.com/aere


Tókio



Igor Mariwaki

Gegone

Menino Periquito





















Hugo Cafasso

domingo, outubro 15, 2006

Um sonho extasiante

por Chico Tronks


O tempo, o segredo, a saudade, o presente...
O desejo, o encontro, a vontade, o transe...
Da Terra, pro gene à Marte...

És como escrevo, cada linha
tem meus dedos
cada pensamento
eu não penso
deixo que saia
no fim eu sei
que cada palavra
tem tua estrada
para percorrer

Na pista dos fárois
Na poesia dos quintais
No solado dos pés
Tudo aquilo que hoje se faz
És o que amanha irá colher
E alguém grita de outro sóis
Pare o mundo que eu quero descer!

Acertando as contas com o destino
Mesmo que doa no peito
É nele que bato e grito e obtenho sussego
Cada cheiro que o vento me oferece
A folha que cai, a flor que nasce, é minha prece
É assim que eu me levo leve
Gangorra enorme, essa, força, a liberdade....

DESMOND DEKKER


Nascido Desmond Adolphus Dacres em St. Andrew e criado em Kingston, Jamaica, como muitos outros talentosos jovens que freqüentaram a Alpha School for Boys ganhou o mundo apoiado em suas aptidões artísticas.

Durante sua juventude chegou a trabalhar como soldador porém sua voz sempre se destacou e todos seus colegas de trabalho o encorajavam a tentar a sorte como cantor mesmo depois de ser rejeitado em suas primeira audições por grandes produtores da época como Clement Dodd (Studio One) e Duke Reid (Treasure Island). Porém ao conhecer o produtor Chino-jamaicano Leslie Kong, sua sorte começaria a mudar, Kong acreditou em seu potencial e após de rebatizá-lo para Desmond Dekker o introduziu a sua banda de apoio – The Aces. Com essa formação chegava as ruas de Kingston o primeiro single - Honour Your Father And Mother, lançado também na Inglaterra pelo selo Island Records. Este período foi de grande sucesso para Desmond Dekker and The Aces, mais ou menos na metade dos anos 60 seus hits já figuravam entre os 20 maiores êxitos da parada de sucesso.

Com o rocksteady ganhando força na ilha e inspirado por James Bond a canção “007” ganhou muito espaço nas paradas de sucesso inglesas fazendo com que ele começasse a ganhar uma incrível projeção internacional e ainda lançando uma sequência poderosa de músicas como "Hey Grandma", "Music Like Dirt", "Rudie Got Soul", "Rude Boy Train" e "Sabotage" ficava muito difícil não reconhecer a magnitude do talento do rude boy original.

Mas em meados de 1969, quando o público ouvia pela primeira vez os acordes iniciais... "Get up in the morning, slaving for bread, sir, so that every mouth can be fed" não havia outra opção senão elevar Dekker a condição de maior estrela do Reggae. Israelites levou o músico a alcançar o sucesso comercial em mercados como o americano que tradicionalmente possuia grande resistência aos artistas jamaicanos.

Seu sucesso no Reino Unido tornou possível grandes turnês além de abrir as portas para a chegada de artistas como Harry J’s All Stars, Upsetters e Pioneers. Até a chegada de Bob Marley, Dekker era o maior artista do gênero no planeta.

Porém nos anos 80 após alguns álbums que não tiveram muito sucesso comercial e sem poder contar com o seu mentor e produtor Leslie Kong, falecido em 1971, Desmond Dekker foi declarado falido pela corte inglesa mesmo alegando que ele teve problemas para receber divisas de seu manager original.

Por volta de 1993, convidado pelo grupo seminal da 2-tone Inglesa – The Specials, gravou o disco King of Kings e logo em seguida com o lançamento de Halfway to Paradise o mundo novamente estava aos pés de seu inconfundível falsete.
Os anos se passaram e Desmond Dekker seguia gravando, lançando compilações e fazendo turnês por todo o mundo até que em 25 de maio de 2006 em sua casa em Londres, vítima de um ataque cardíaco, não resistiu e faleceu.


Texto por Denis aka Rev Denis www.fotolog.com/revdenis

Ilustra Fantasma

ÍNDIOS ELETRÔNICOS


Somos tentáculos absolutamente viscerais.
Somos trombas d´água absolutamente viscerais.
Somos sanguessugas absolutamente viscerais.
Somos espelhos absolutamente viscerais.
Contemplamos as meditações viscerais de Coltrane;
Contemplamos a visceralidade da elegância de Hazlewood;
Contemplamos as lições de mestre Lee Ranaldo; Contemplamos Gengivas Negras.
Somos discípulos do abstrativo com realidade.
Somos caçadores do transe aurífero azulado.
Somos pregadores do desapego elegante.
Somos o produto da fusão entre famílias Hillani Pierin Wollmann; Somos ruído/mm; Somos oaeoz; Somos alphapsicotics; Somos Molas propulsoras; Somos Homobulla;
Somos índios.

Iniciamos a busca do ouro azul no início do segundo milênio, mais precisamente 2005 na cidade natal Curitiba. Buscamos peças chaves.
Agradecemos aos mercadores: Páscoa, Horacio T. De Bonnis, Ivan Santos, Diego Singh, Juliano Volpato, Marcelo Torrone, Liblik, Saimonn, Fabiano Faccioni.

Índios eletrônicos é um ritual indígena hi-tec, um cerimonial temperado a base de amplificadores, delays, echos, samplers e guitarras que fundidos densamente estão em busca do nó.
Os rituais são de cunho hindu de R$1,99, trivédico de R$1,99, cigano de R$1,99 e químico adocicado 25 (C20H25N30).
Um pouco de literatura...huxley, castaneda, kerouac, kardec, jack london, yogananda, thompson, bagavagita, outros...na base das câmeras...chapaquá...traços sobre telas... Ernest Fuchs. Multiplicai-vos com auto conhecimento.
Quit smoking.
Enfim, anel no bolso.
Pés no chão, olhos no horizonte, mente nas estrelas.
Olhos secos pros antigos fantasmas.
Nossa doutrina é empírica.

COLORIR


NOSSA GERAÇÃO!


Que tal escutar Constantina pra ficar mais calmo?
Que tal fazer a mudança ao som do Debate ou fazer uma caminhada na praia escutando Indios Eletrônicos?
Temos nossa geração aí produzindo muita coisa boa. Pra que escutar bandas gringas ou de pessoas que nem sabe o nosso nome? Nossa geração é essa! Pessoas tentando se sobrepor a uma grande mídia que nos empurra guela a baixo o que tem de pior. Se num futuro próximo vamos ser lembrados , que seja porque fizemos o que pudemos e fizemos bem!Se vamos ser lembrados como a geração Emo, NuMetal, Hip Hop...que seja! Vamos ser nós mesmos e fomentar a nossa produção cultural.
Não cultuamos as obras do mestre DaVinci, mas saímos na rua com o Ninguém Dorme e dormimos na casa do Boleta e eles escutam nosso som, estamos em harmonia. Não cultuamos o U2, mas convivemos com o Sol quando ele aparece. Contemplamos Léo Dias e sua amizade sincera.... esses somos nós.....somos eles...somos eles sendo nós em busca do nó.
Escutem Colorir.Deixem que nós façamos parte de suas vidas e vocês da nossa.





CD "Noite Madrugada Infinito" , compilação de mp3 das baleias e o DVD 'a venda nos shows e nas lojas: - Cérebro - Mauro Ramos 473 - Florianópolis
- Trezeta - Galeria do Rock - São Paulo
- Loja Lamb - Curitiba
- Toca do Disco - Garibaldi 1043 - Porto Alegre
- Passárgada - Augusto de Lima, 233 - Belo Horizonte
http://www.colorir.cjb.net/

Monstruosidade do Hugo


Ilustra May

sábado, outubro 14, 2006



Amarelo Folha
Música, arte e cultura

Reggae. MPB. Ska. Música Latina. Uma única palavra não é capaz de definir a música que o Amarelo Folha faz. Essa banda paulistana, que mistura dezenas de influências musicais, só consegue auxílio para se autodescrever em suas próprias canções. Em “Salve”, atual música de trabalho, os músicos sintetizam a idéia do grupo: “Vida pró-cultura, conscientização, idéia clara. E de fundo um reggae do bom”.

Composta por oito integrantes, cada um com um estilo e referência própria, é fácil entender porque estilos musicais tão diferentes aparecem no som da banda. Influências vêm do samba de partido alto, do mangue bit, do jazz, da bossa-nova, da MPB, do blues, do rock and roll, do ska, e é claro, do reggae – desde o som mais roots de Burning Spear, até os mais populares hits de Bob Marley e Peter Tosh. O Amarelo Folha consegue com talento mostrar todas essas influências tão diferentes através do som de sua guitarra, baixo, bateria, saxofone e diversos instrumentos de percussão, como o atabaque, o bongô, o triângulo, a zabumba, o djembe, o agogô e o pau-de-chuva.

A banda nasceu há cerca de quatro anos e por onde passa vai deixando sua marca. O grupo já apresentou seus shows por diversos locais de São Paulo, levando seu estilo musical para públicos de diferentes perfis, onde pôde promover a sua visão de mundo que alia música, arte e cultura.

Uma brincadeira entre amigos, que começou com um grupo de meninos querendo aprender a fazer música e tocando em praças e ruas da cidade, virou um grande sonho, o desfio da vida de oito pessoas apaixonadas por arte, cultura, e é claro, com música correndo nas veias.

Ficha técnica
Componentes:
Felipe (voz e guitarra); Higor (violão e voz); Alexandre (contrabaixo); Diego Ferroni (saxofone e voz); Layla (beckin vocal e flauta doce); Thiago (bateria e percussão); Vitor (percussão e voz).
Contato: Tel. (11) 8273-6354, com Felipe
Tel. (11) 9500-1745, com Alexandre
Tel. (11) 8585-8174, com Higor
E-mail: amarelofolha@gmail.com
www.fotolog.com/amarelo_folha